O que é NFT? Conheça a nova forma de promover artes digitais

Se você é um usuário assíduo da World Wide Web, é bem provável que já tenha ouvido falar a respeito de arte digital, mas você sabe o que é NFT? E mais, sabe qual é o valor de um projeto digital na internet, seja ele um gif, um motion graphic, uma pintura, uma colagem, ou até mesmo um vídeo? É bem comum encontrarmos diversas cópias pela internet a fora, já que esse meio é a famosa “terra de ninguém”. No entanto, o NFT deseja mostrar aos usuários o contrário disso. A ideia é lembrar que a arte tem o seu valor e ele precisa ser respeitado. Neste artigo, trouxemos algumas informações que podem te interessar, caro amigo(a) da arte. Vem com a gente!

O que é NFT, a nova tecnologia para o mercado de arte digital

Como já demos um spoiler no subtítulo, NFT, ou Non-Fungible Tokens (Tokens Não-Fungíveis, em tradução livre), é uma tecnologia que promete mudar o mercado de arte digital. As peças contam com um código único anexado, o que garante ao proprietário a exclusividade daquele item. Seria esse o fim das cópias de tantos produtos, em especial, peças de arte? As cópias ainda podem – e vão – acontecer, no entanto, a arte que tem o NFT conta com a vantagem da originalidade ali demarcada.

Dentro do universo artístico é preciso reconhecimento. No entanto, quando falamos sobre o ambiente digital, estamos falando sobre reprodutibilidade, ou seja, o que promove fama para um artista e sua arte é o compartilhamento, o download etc. No entanto, a dificuldade de controle em relação à arte dentro da internet é muito grande, o que complica a monetização de quem produz. É nesse ponto que o NFT entra como uma vantagem para a arte digital.

Como são feitos?

A partir de contratos inteligentes na BlockChain Ethereum, um banco de dados criptografado, é que se cria os NFT’s. Com uma tecnologia muito parecida com a dos Bitcoins, eles são protegidos pela dinâmica de funcionamento da BlockChain, juntamente com o seu algoritmo de consenso. Dessa maneira, não existe a menor chance de o registro ser modificado, já que esse consenso característico deixa garantida a integridade dos tokens. O uso tem sido grande por pessoas que querem garantir autenticidade em seus trabalhos digitais. Além disso, aqueles que desejam desenvolver peças para coleção, as quais poucas pessoas podem ter acesso também usam o código.

Vamos de exemplos…

No dia 22 de março de 2021, o primeiro tweet do CEO e co-fundador do Twitter, Jack Dorsey, entrou para venda por cerca de US$ 3 milhões. O comprador foi Hakan Estavi, CEO de uma empresa de criptomoedas na Malásia. Neste caso, o produto vendido foi o certificado digital do tweet em questão, o NFT.

Imagem: Reprodução

Também em março de 2021, especificamente no dia 28, o canal Coisa de Nerd, que conta com mais de 10 milhões de inscritos, transformou o seu primeiro vídeo, de 2010, em NFT e o colocou para venda. Em comemoração ao aniversário do canal, lançaram o token uma plataforma de leilões e o lance mínimo foi de US$ 1.714, chegando a quase R$ 10 mil.

É importante lembrar que o valor de uma arte digital tem influência de diversos fatores, da mesma forma como acontece com uma arte física. Mas, por se tratar de algo novo no mercado, ainda é pouco acessado e disseminado. O NFT tem gerado interesse em diversos usuários e entusiastas de arte, fotografia, ilustração, vídeos e muito mais.

NFT para produções audiovisuais

Apesar dos códigos parecerem viáveis somente para obras, eles também podem funcionar – e muito! – para produções audiovisuais. Mike Shinoda, integrante da banda Linkin Park, por exemplo, colocou à venda, na plataforma Zora, dez unidades de uma animação que dura 75 segundos, a qual usa um trecho de uma nova música da banda.

Isso mostra que pequenos filmes, vídeos institucionais, músicas, entre outros tipos de conteúdos audiovisuais também podem ter o código de originalidade. Além disso, também ficam disponíveis para venda de maneira exclusiva em plataformas digitais. É claro que existem muitas questões em relação ao NFT, como especulações financeiras sobre obras, pagamento de direitos autorais, roubos de conteúdos e também o impacto ambiental que as redes BlockChain geram com o gasto de energia para o funcionamento dos equipamentos do sistema. Mas, vale ficar de olho na tendência e acompanhar os próximos “capítulos” para entender melhor o que é NFT e quais os caminhos que ele tende a tomar no mercado digital.

Aqui na Bring Filmes, a gente sempre está de olho no que acontece. Além das produções, nós também acompanhamos as tendências do mercado digital e audiovisual. A intenção é trazer as novidades tecnológicas para o nosso dia a dia. Quer ficar por dentro com a gente? Então, não deixe de acompanhar o nosso blog e as nossas redes sociais. 😉

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